Entre Fraldas e Blush

Existe Vida após a Maternidade!

Quem é você DEPOIS da maternidade? É difícil encarar o espelho e definir isso com um monte de perguntas sem respostas na cabeça né?Tendo que lidar com a vida tão nova de um recém nascido, com um bebê de um ano que começou a andar e te leva à exaustão todos os dias ou com uma pessoinha de dez anos questionando tudo e todos.

Talvez você esteja lendo isso durante a madrugada entre uma mamada e outra do seu bebê, ou enquanto curte um pouco de silêncio dentro do banheiro, colocando a culpa pela demora no universo ou esteja descansando enquanto o pai olha a criança, ou enquanto da uma relaxada nos estudos, talvez seu filho não tenha pai, ou tenha dois pais, ou duas mães. Como posso saber? Esse é nosso primeiro encontro, mas com o tempo quero que se sinta à vontade para compartilhar suas vivências comigo também. 

Voltando à questão inicial, reconhecer que podemos estar a kilometros de distância de quem queremos ou até fingimos ser é um ato de muita sensibilidade e humildade, e sinceramente? Nos enganar é mais fácil, e tem quem faça isso por anos, mas nunca será a melhor opção pelo simples fato de que você não pode resolver um problema sem conhecer suas causas, não pode combater seus ofensores sem conhecê-los, e nesse caso o ofensor somos nós mesmos. 

Então para tentar deixar as coisas mais claras acredito que essa pergunta poderá te ajudar: 

Quem você era ANTES da maternidade? 

Se você tinha um emprego que não fazia seu olho brilhar, um relacionamento meia boca, ou uma camada de estagnação te cobrindo, e aceitava isso, o que te fez pensar que a magia da maternidade mudaria tudo? Talvez já tenha entendido que não existe magia, existe vida real, e cada um se encarregará de transformar essa realidade, podendo ir de uma vida extraordinária até um grande fardo. 

Eu arrisco dizer que a maternidade pode ter duas vertentes: 
•Intensificar seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins. 
•E o poder de ressignificar todos eles.

Se você procurar agora, vai ver que a hashtag #maternidadereal tem mais de um milhão e setecentas publicações, ou seja, milhões de pontos de vista diferente, milhões de mamães ou pessoas que exercem a função materna cuidando das crias de acordo com suas crenças e realidade.

Mas meu objetivo aqui continua sendo você e não a forma como você cria seu filho.

Como vai a mulher antes da “mãe”? Continua com sonhos? Continua com projetos? O que tem feito seus olhos brilharem? Qual foi a última vez que experimentou uma sensação nova? 

Escrever aqui foi um desafio para mim, senti medo, e o medo me fez pensar em parar por não encontrar as palavras certas para externar o que eu pensava, mas se você está lendo essas linhas agora quer dizer que consegui, que me enfrentei. 

Posso confessar uma coisa? Eu não planejei ter filho. Não planejei as mudanças em minha rotina, em meus conceitos e muito menos planejei compartilhar meus pensamento com outras pessoas tão abertamente assim. 

Eu planejava mudar de emprego, emagrecer alguns quilos, fazer uma nova pós graduação, talvez viajar… E ter um filho, claro… mas não nesse momento, afinal não estava preparada ainda, e cá entre nós, na minha cabeça a palavra estagnação gritava toda vez que pensava na vida pós parto, principalmente na parte profissional. Quanto equívoco! 

Mas todos nós temos uma ferramenta maravilhosa, com um poder imensurável de transformação, chamado DECISÃO. E eu decidi que a maternidade viria para somar, que minha vida profissional ganharia liberdade, que eu teria qualidade de vida. Decidi que a maternidade não me limitaria e sim me impulsionaria até meus objetivos mais mirabolantes. E assim tem sido. 

Se você leu até aqui, já fico mais a vontade para compartilhar um segredo, são duas notícias, uma boa e  uma super desafiadora. 

A  BOA: Sendo mãe ou não, o controle e o sucesso da sua vida está em suas mãos.

A SUPER DESAFIADORA: Sendo mãe ou não, o controle e o sucesso da sua vida está em suas mãos.

Em resumo, somos os maiores responsáveis por essa loucura linda, por esse empreendimento com valor incalculável que chamamos de vida. Minha vida, sua vida.

E se você me fizesse a mesma pergunta que te fiz no início eu te diria: Me reencontrar não foi o bastante, porque meu novo EU já não cabia mais naquela forma antiga. Em algum momento tive o prazer de precisar me reinventar, e quanta coisa boa coube nisso, como é empolgante dizer sim a minha  nova versão, e como é magico poder me (re)conhecer. Estamos juntas nessa caminhada, até a próxima. 

Se você gostou desse texto e acha que ele pode ajudar alguém, curta e compartilhe, me ajude a levar ele a outras pessoas! 

Por Lívia ioca 
Instagram @maternandosemmimimi

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