Categoria "SAÚDE INFANTIL"

Férias com crianças! O que é importante levar?

Em 26.11.2017   Arquivado em CRIANÇAS, SAÚDE INFANTIL

Olá mamães do meu coração!

Vamos falar de férias com crianças! Sempre que vamos viajar com os pequenos surgem inúmeras dúvidas do que levar. E o que realmente não pode faltar na mala para os passeios de férias.

Minha primeira dica é sempre ter uma bolsinha com os primeiros socorros: remédio para febre, termômetro, antialérgico, soro, um xarope e pomadinhas para assaduras e alergias.

Depois precisa definir o destino! Imagino que nessa época do ano muitos estejam se preparando para passeios que tenham piscinas ou estão indo para o litoral.

Então, se você ainda tem criança que usa fralda é essencial você ter na bolsa fralda para piscina. A Huggies tem umas fraldinhas confortáveis e sempre usamos, nunca tive problemas. Depois uma roupinha com fator de proteção solar. Crianças adoram água e sol, mas não entendem o perigo da exposição aos raios solares e por fim um bom protetor solar. Eu sempre Índico que usem os recomendados para criança, porque são mais resistentes a água.

E se você realmente vai para praia ou algum clube, meu conselho é levar bastante roupa de banho e um bom roupão. Sempre levo roupão para os meninos!!! E pouca roupa! Sei que mãe tem mania de querer levar tudo que acha que precisa e acaba não usando nem um terço do que leva. Tente levar roupinhas leves, fáceis de lavar, algumas peças chaves que combinem com outras peças que possam ser repetidas, como um shortinho jeans, por exemplo!

Além de tudo que já comentei, sempre levo um bom repelente. Meu mais velho é alérgico e qualquer mordida de pernilongo já deixa ele incomodado.

Enfim, o importante é curtir as férias com muita diversão e proteção!!!

Dúvidas podem deixar nós comentários que vamos nos falando!!!!

 

Bju bju bju

Jaqueline Medeiros

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Febre Amarela – Algumas informações!

Em 07.02.2017   Arquivado em CRIANÇAS, SAÚDE INFANTIL

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática (fígado) e renal (rins), icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maior parte dos casos é assintomática, manifestando-se como uma infecção subclínica; todavia, esta doença pode apresentar-se de forma grave, podendo, até mesmo, levar à morte.

Transmissão

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África. É transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

 

Prevenção

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados e fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, a qual deve ser renovada a cada 10 anos e especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

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Infecção urinária: como preveni-la em todas as idades, inclusive nas crianças

Em 26.01.2017   Arquivado em CRIANÇAS, MATERNIDADE, SAÚDE INFANTIL

Infecção urinária: como preveni-la em todas as idades, inclusive nas crianças

O problema é comum e pode ocorrer em ambos os sexos, no entanto, metade das mulheres terão a moléstia pelo menos uma vez na vida, segundo especialistas
São Paulo, janeiro de 2017 – Com a chegada do verão, é normal que as pessoas passem mais tempo com a roupa de banho úmida ao corpo quando estão na praia ou piscina. Embora pareça inofensiva, essa prática pode ocasionar dermatites na região da genitália, sendo facilitadoras para o surgimento e proliferação de germes na via urinária, já que é um lugar úmido e propício para a instalação da bactéria.

 

A Infecção do Trato Urinário – ITU atinge homens e mulheres, em qualquer faixa etária. Pode acometer a bexiga (cistite), a ureta (uretrite) e rins (pielonefrite). Os sintomas são desconforto e dor para urinar, necessidade de ir mais vezes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

 

“Nestes casos e, no homem, é preciso investigar para saber se existe o comprometimento da próstata. Se a infecção atingir os rins, os sintomas são os mesmos, porém, a pessoa terá também febre e comprometimento do estado em geral. ”, explica o Dr. João Amaro, presidente da SBUSP – Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e professor titular de Medicina de Botucatu – UNESP.

 

Na menina

As vulvuvaginites podem ser uma das causas para o aparecimento da infecção urinária na criança. “É importante fazer um exame clínico e, como prevenção, avaliar a vagina da menina”, afirma Amaro. Ele explica que, antes de um ano de idade, pode ocorrer alteração no desenvolvimento da estatura, sintomas e sinais genéricos que podem chamar atenção para o problema.

 

“Os pais devem educar a filha, desde cedo, a ter hábitos de higiene diariamente. Um problema muito comum é a forma inadequada de se limpar após a defecação, permitindo que as fezes tenham contato direto com o períneo e a vagina, contaminando a área, e assim, facilitando a infecção urinária baixa, ou seja, a cistite”, diz o especialista.

 

Na mulher

As chances de contrair a bactéria são maiores, já que a uretra é curta, medindo em torno de 4 centímetros. Pelo menos 50% das mulheres serão acometidas pela doença ao menos uma vez na vida. Problemas como diabetes, alterações no PH vaginal por conta da gravidez e complicações ginecológicas, como corrimento e a vulvovaginite – inflamação da vulva e da vagina, contribuem para a colonização do germe na bexiga.

 

No menino

No nascimento, temos a fimose fisiológica, que até pode permanecer até os quatro anos. A patologia é caracterizada por dificuldade de expor a glande após a retração da pele que a recobre. Desta forma, pode acontecer uma balanopostite, ou seja, uma inflamação desta região do pênis da criança, facilitando o aparecimento da infecção urinária.

 

No homem

Os problemas da próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, podem surgir após os 50 anos. São caracterizados por dificuldade de esvaziamento da bexiga, jato urinário fino e fraco, bem como o aumento do número de micções. Decorrente disto, ocorre uma queda natural de defesa e função do órgão, que pode levar ao aparecimento da infecção urinária.

 

Em termos de prevenção, além dos cuidados com a higiene, é bom evitar permanecer muito tempo com as peças íntimas úmidas nos órgãos genitais e recomenda-se beber muita água. “Alguns estudiosos afirmam que a alimentação à base de macrobiótica e cranberry são fatores para inibir a infecção urinária de repetição, mas não temos nada comprovado. O que se sabe é que, algumas vacinas específicas para combater a bactéria escherichia coli são efetivas”.

 

Se não tratada, a infecção urinária baixa, a cistite, pode evoluir para a pielonefrite, que leva a complicações e cicatrizes do rim, podendo alterar a função renal. Procure um urologista para investigar a doença e realizar o melhor tratamento.

 

A SBU-SP

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é uma associação científica sem fins lucrativos, que representa os médicos urologistas, especialidade clínica e cirúrgica responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das enfermidades do sistema urinário, de ambos os sexos, e do sistema genital masculino. Realiza desde 2004 campanhas anuais de conscientização do câncer de próstata para aumentar a sobrevida de pacientes acometidos pela doença.

Para falar de prevenção, tratamento, os tipos de infecções e as consequência de não procurar a cura, indico o urologista Dr. João Amaro, presidente da SBUSP – Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e professor titular de Medicina de Botucatu – UNESP.

CUIDADOS COM OS DENTES: O que usar em cada fase da vida do seu filho!

Em 06.09.2016   Arquivado em CRIANÇAS, MATERNIDADE, SAÚDE INFANTIL

CUIDADOS COM OS DENTES: O que usar em cada fase da vida do seu filho!

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe cheia de dúvidas. Com relação a saúde bucal do bebê, as mães sempre têm questionamentos sobre qual escova é a melhor, usar ou não pasta, quantas vezes escovar por dia, entre outras.

Nesse breve artigo vou tentar mostrar o que usar em cada fase da vida do seu filho, assim fica mais fácil de ir tomando as decisões ao longo do crescimento do bebê.

  • 0-6 meses

O que usar? Enquanto seu filho não tiver dentes, você pode usar a dedeira de silicone. Esqueça fraldinha e gaze, a dedeira é bem mais prática.

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Qual pasta? Não precisa usar nenhum tipo de pasta.

Quantas vezes por dia? Gente é insano indicar para uma mãe fazer essa limpeza da boca após cada mamada. Só fala isso quem nunca teve filho, sério. O bebê mama toda hora!!! Vamos combinar assim: faça uma vez por dia, de preferência no banho.

Para que serve essa limpeza? Serve apenas para seu filho se acostumar e formar hábitos de limpeza bucal. Se ele não tem dente, obviamente ele não tem como ter cáries.

  • 6-12 meses

O que usar? Com o nascimento do primeiro dentinho, aposente a dedeira e inicie o uso da escova de dentes. Escolha uma escova com cerdas bem macias e cabeça pequena. A empunhadura da escova pode ser pequena, tanto faz, porque você que vai escovar os dentes do bebê. Lembre-se que a boca deles é muito pequena, então a escova tem que ser bem pequena.

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Qual pasta? Desde o primeiro dentinho, a indicação é usar uma pasta COM flúor, e lembre-se tem que ser acima de 1100 ppm de flúor. Você vai encontrar essa quantidade de flúor em pastas indicadas para crianças acima de 6 anos. E a pergunta que vem a sua cabeça é: “Mas vou usar uma pasta para crianças acima de 6 anos para meu bebê que tem meses?”  Sim! Lembre-se que aqui o segredo é a quantidade. Usando a quantidade correta, seu filho estará seguro mesmo engolindo a pasta e ainda irá se beneficiar com o flúor para não ter cáries.

Se quiser pode deixar uma fraldinha ou gaze do lado para remover o excesso de pasta na boca do bebê.

Quantidade da pasta? Uma “encostadinha” na escova, sério, bem pouquinho!!! Um grão de arroz para você ter uma ideia da quantidade. Guarde a pasta sempre longe do alcance das crianças, afinal é como se fosse um remédio. Crianças não pode comer a pasta e nem brincar.

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Quantas vezes por dia? Aqui vale a mesma regra para os bebês, eu sou mãe e trabalho o dia inteiro, sei bem como nosso dia a dia é corrido, então consegue fazer após todas as refeições? Maravilha, faça! Não consegue fazer? Capriche na escovação antes do bebê dormir. Essa escovação antes de dormir é a mais importante e não pode faltar nunca.

Para que serve essa limpeza? A partir do nascimento do primeiro dente, seu filho já corre o risco de ter a doença cárie. Portanto, a escovação será sempre muito importante para a saúde bucal dele. Lembre-se que os dentes de leite têm uma extrema importância e estão ali por um motivo.

Uma grande dúvida que as mães têm é sobre a mamadeira. A grande maioria das crianças toma mamadeira ou é amamentado antes de dormir. Sem pânico! Escove MUITO bem antes do leite e capriche! E depois deixe seu filho tomar seu leitinho tranquilo. O importante é remover a placa bacteriana de todos os dentes e todas as faces dos dentes. Sem placa bacteriana, não tem cárie! Consegue escovar depois que ele toma o leitinho? Ótimo, escove então.

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  • 1-3 anos

O que usar? Provavelmente seu filho já tem molares e por volta dos 3 anos a dentição de leite está completa. A escova indicada continua sendo uma com cerdas macias e cabeça pequena. Se quiser comprar uma escova com empunhadura mais grossa para que a criança comece a treinar a escovação, faça isso. Mas saiba que quem faz a escovação ainda são os pais.

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Qual pasta? Será sempre a pasta com flúor acima de 1100 ppm de flúor.

Quantidade da pasta? Comece a iniciar o treino de cuspir a pasta. Porém a quantidade permanece a mesma, grão de arroz.

Quantas vezes por dia? Pelo menos após as refeições principais. Mas vale a mesma regra de antes. Não consegue fazer sempre? Tudo bem, mas sempre muito capricho na escovação antes de dormir.

Se seu filho tem que levar pasta e escova para a escola para fazer a higiene bucal, leve sempre uma pasta de dentes SEM flúor. Não sabemos quem coloca a pasta na escova da criança em muito menos a quantidade que é colocada. Na dúvida deixe a pasta com flúor para usar em casa.

  • 4-7 anos

Daqui a pouco seu filho começará a troca dos dentes de leite (+- por volta dos 6 anos).

O que usar? Escova macia, cabeça pequena e empunhadura grossa. Essa empunhadura vai ser mais fácil para o seu filho segurar e iniciar o treino da escovação sozinho. Você pode deixar ele escovar, mas SEMPRE complemente depois. Até essa idade, a criança não tem coordenação motora para escovar sozinha.

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Qual pasta? Pasta com flúor acima de 1100 ppm de flúor.

Quantidade da pasta? Seu filho já sabe cuspir? Aumente a quantidade para um grão de ervilha. Lembre-se que o que limpa não é a pasta de dentes e sim a ação de passar a escova nos dentes.

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Quantas vezes por dia? Deixe a criança fazer sozinha após as refeições principais e os pais fazem antes de dormir.

 

  • Acima de 7 anos

O que usar? Escova macia e cabeça pequena.

Qual pasta? Pasta com flúor acima de 1100 ppm de flúor. Se quiser pode usar pasta de dentes de adulto, desde que não seja para dentes sensíveis e com agentes clareadores.

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Quantidade da pasta? Grão de ervilha.

Quantas vezes por dia? Após as refeições principais. Antes de dormir, os pais devem supervisionar para ver se está adequada.

Pode usar enxaguante bucal? Pode, mas sempre sem álcool. E ter sempre em mente que jamais um bochecho com enxaguante bucal substitui uma escovação.

Não esqueça que a cada 6 meses você deve levar seu filho à uma Odontopediatra. Nasceu o primeiro dentinho, pode realizar a primeira consulta. Essa combinação de fatores que será responsável para uma boca livre de cáries. Lembre-se que os pais são extremamente importantes nesse processo da escovação.

Qualquer dúvida, deixe seu comentário e se gostou compartilha com os seus amigos.

Um abraço,

Dra. Juliana Marchi

Mãe, Odontopediatra e Ortodontista e autora do blog www.mundosemcaries.com.br