Entre Fraldas e Blush

Como escolher uma boa escola para seu filho(a)!


Como escolher a escola do seu filho?

Eis a grande questão para muitas famílias neste início de ano. Na minha opinião, umas das minhas complicadas que enfrentei desde que fui mãe.

Passa tudo pela cabeça, desde se vão tratar bem o seu filho até as amizades. Claro que também os piores cenários como “filho de fulano caiu do balanço na escola X” ou “A filha da vizinha engasgou com a mamadeira na escola Y.

Neste momento temos que ter calma, sermos racionais, pensar que é para o melhor para a família toda, sim tem que ser benéfico para todos. E, se você optou pela escola, esteja segura da sua decisão e vá até o fim.

No meu caso, não gosto de babá (respeito à decisão de quem tem e acredito que cada um sabe o que é o melhor para sua família) acho que criança tem que conviver com outras crianças para socializar, interagir, aprender outras coisas, etc. Precisei matricular a Lígia aos nove meses de idade em um berçário porque voltei ao mercado de trabalho. Tive exatos sete dias na época para escolher um local para a nossa “Fofurice”, adaptá-la e começar no novo emprego. Lembro que foi o pior dia da minha vida, me senti um lixo humano tendo que deixar minha pequena o dia inteiro na escola. Mas fui firme, sabia que era a melhor decisão.

Na época, eu não entendia nada sobre o universo escolar, não sabia nem o que perguntar direito para as coordenadoras, a visita foi tão rápida que lembrando hoje, até me assusto sabe? Os quesitos de escolha eram: ser no meu bairro, ter um valor razoável que coubesse no orçamento familiar e oferecer as refeições.

 Passados longos dois anos e meio, nossa família está de mudança para Salvador (BA) por motivos de trabalho do meu marido, e cá estamos nós novamente com essa questão. Como escolher a melhor escola para a minha filha?  Lá não temos familiares ou amigos com filhos para nos ajudar neste quesito. Começamos novamente da estaca zero, com os mesmo medos, dúvidas, receios de uma mãe que está matriculando o filho pela primeira vez. Ah sim, é  a primeira vez ela num local totalmente novo.

O que eu fiz? Vou contar para vocês minha saga, perguntei ás minhas amigas que moram lá, mesmo não tendo filhos, que elas me ajudassem perguntando aos amigos que têm filhos quais escolas eles indicavam para eu matricular minha pequena. Sabe o famoso “se não você, quem pode me indicar?” Então, comecei assim. Foram, se eu não me engano, uns 10 nomes que me passaram.

Ainda não tínhamos o bairro íamos morar apenas uma vaga ideia, então me norteei pelos que seriam os possíveis locais de moradia. No mês de Setembro (2018) liguei em todas para saber o período de matrícula, valores de mensalidades, o que estava incluso, se eu poderia levar a Lígia comigo durante as entrevista, pois meu marido trabalha o dia todo e eu não ia ter com quem deixar. Muitas, cerca de quatro, descartei pelo telefone mesmo pelo “péssimo atendimento” (fica a dica) outras, já deixei a visita agendada, pois estava de viagem marcada no fim de Setembro para conhecer as escolas.

Cheguei em Salvador numa terça a noite e no outro dia já tinha duas escolas para visitar, era mais ou menos assim, duas visitas por dia e foram oito escolas visitadas no total. Cada entrevista demorava cerca de 1h30 /2h, enquanto isso Lígia brincava no parquinho com as crianças. Levei um bloquinho com as perguntas, anotei todas as informações para a noite conversar com o marido sobre o meu “feedback”. Fora os inúmeros folders, panfletos que trouxe. Ah, não posso esquecer de falar que planilhei no Excel para não esquecer de nenhum detalhe.

Quais eram as perguntas, Carol?

1)      Atendimento desde a recepção até o segurança

2)      Metodologia aplicada

3)      Horário das aulas

4)      Formação dos professores

5)      Quantos alunos por turno

6)      Quantos professores por sala?

7)      Atualização profissional dos professores

8)      Existe troca de professores no meio do semestre?

9)      Ofereciam lanche? Almoço?

10)   Tem nutricionista para fazer o cardápio?

11)   Pode levar brinquedo?

12)   Comemora aniversario das crianças?

13)   A criança precisa estar desfraldada? Se não, eles fazem o desfralde?

14)   Tem atividade extra na escola? Quais?

15)   As atividades extras como festas juninas, dia dos mães ou pais, são feitas na escola ou fora?

16)   Essas atividades são pagas a parte ou o valor está incluso na mensalidade?

17)   As crianças produzem brinquedos não estruturados?

18)   Os recados são por aplicativos ou agenda?

19)   Valor da mensalidade no parcial / integral

20)   Tem colônia de férias?

21)   Como funciona a adaptação?

Ufa, haja pergunta! Visitei todas as salas de aula, enfermaria, as que tinham piscina fui também ver, banheiros, refeitório, conversei com as tias, observei as crianças brincando e a própria interação da minha filha com eles. Lígia não foi parâmetro de escolha porque ela chorava em todas não querendo ir embora.

Juro que chorava todos os dias de desespero porque era uma escola melhor do que a outra, com metodologias atrativas, parques lindos, estruturas ótimas. Meu Deus, meu coração ficava em pedaços.

Foi depois da quinta visita que tivemos uma luz de onde iríamos ou não colocar a Lígia, pois já tínhamos informação suficiente.

Vamos ao motivo da exclusão:

1)      Preço – As mensalidades custam a partir de R$1.500,00 o turno parcial sem o lanche. Gente, que horror, é só educação infantil. Se fosse integral o valor dobraria.

2)      Estrutura física, não podia ter escada e, uma das que visitei tinha só escada, sem rampas. Minha cabeça pirou ali visualizando os acidentes em dias de chuva ou não né?

3)      Metodologia – Acima de tudo a criança tem que ser criança. Brincar, correr, pintar. Não precisamos pensar no preparo desde o berçário para o vestibular.

4)      Localização – Ser caminho do trabalho do meu marido.

Pronto, estava quase tudo ok! Faltam duas escolas para eu visitar. Era segunda-feira e nós íamos embora na 4ª (eu e a Lígia, pois o Bruno já estava morando lá). Lembro que de manhã fui á uma escola e a tarde tinha outra, as mesmas rotinas de perguntas, visitas, o meu cansaço, aquele medo de não dar certo de novo e ter que voltar sem ter achado o local certo.  Afinal, o plano era sair de lá já com a escola definida.

 Botei meu pé no lugar e meu coração sossegou. Foi amor à primeira vista,era do jeito que eu queria, adequava a todas as nossas condições. Saí de lá feliz da vida. Fui á escola no período da tarde, mas não deu certo porque não tinha o turno integral e, eu preciso dessa opção porque quero voltar a trabalhar.

Naquele dia  a noite conversei novamente com o meu marido sobre a escolha, deixei anotado as datas de pré matricula, matrícula, compra de material para ele resolver de lá. Pronto, viagem realizada com sucesso! “matamos a saudade do papai”, passeamos e decidimos a escola.

Agora é ir para casa nova e começar tudo de novo! Seja bem vindo, ano letivo!

Por Carol Gama @blogvamovamosconversar

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