Entre Fraldas e Blush

“Queria contar histórias para meu filho, mas eu não sou contador de histórias…”

Já perdi até as contas de quantasvezes eu já ouvi isto. Fico me questionando sempre o porquê de nós, adultos,não enxergarmos este processo como natural. Quer vê só?

Sem me aprofundar no âmbito religioso,quando o mundo foi feito, na Bíblia, em Gênesis, Deus disse: “Faça-se a luz, efez-se a luz”. Deus apenas falou. Elepensou e verbalizou.

Quando Jesus chegou ao mundo nasua missão de evangelizar, o que ele fez? Contou parábolas. Falou de fatos de forma simples parafacilitar a compreensão de todos da época, não foi?

Será que algo mudou desde então?

Quantos ensinamentos são passados de geração em geração através da palavra?  Garanto que você se lembrará de algum fato que sua mãe fazia e que foi a sua avó que a ensinou, né?

A cultura oral é muito mais antigae rica do que podemos imaginar. Através da fala, temos todos os conhecimentospassados entre as gerações. Muuuuuito tempo depois (cerca de 4000 a.C.)  é que foi criada a escrita, paraposteriormente surgirem os livros, guardando os  registros de tudo aquilo que já foi dito algumdia por alguém.

Lembra dos irmãos Grimm? Eles catalogaram os ensinamentos da época que eram repassados aos adultos através das histórias. E, assim, as histórias foram se popularizando até entre as crianças.

Agora, o que tem tudo isto a ver coma contação de histórias, Elaine?

Tudo! Contamos histórias muitomais do que imaginamos! Todos os dias estamos pensando, conversando,interagindo, falando, brincando…comunicando algo.

E tudo isto pode virar uma belahistória. Que ver só?  Vem comigo:

– Vamos pensar no dia deontem?  Relembre o que você fez de manhã.Lembrou? Agora, fale rapidamente o que você fez em voz alta. Não se preocupe emaparentar ser boba, tá? Falar sozinha não é problema para nós, mães, não é? 😉Vou te dar um tempinho…

Tic- tac.

Tic-tac

Tic-Tac

Terminou?  Contou?

Apresento a você, sua primeirahistória! Uhu! Palmas para você!

Contamos histórias o tempointeiro! Pensamos, sentimos, falamos…virou uma história!

Temos a palavra como instrumentode nos fazer ouvir. E através dela, podemos dar o tom que desejarmos! E ashistórias…elas estarão sempre conosco porque fazem parte de nós.

Ao contar história para seu filho, faça o seu melhor. Leia. E se permita. Use e abuse da voz, dos sons, dos gestos. Não existe certo e errado. Muito menos “mico”. As crianças adoram ler e se divertem muito. Garanto a você!  Seu filho não irá se importar com sua voz rouca ou desafinada quando vocês estiverem lendo um bom livro. O mais importante é o que este momento representará para vocês. O amor envolvido e todo o aconchego de se ouvir histórias trarão benefícios duradouros para a relação pais e filhos. Você terão excelentes recordações como memória afetiva. Mas isto é assunto para um outro post…

Hoje, desejo que você sinta o meu convite no seu coração. Leia para sua criança. Se entregue de corpo e alma. E da próxima vez que você pensar que não sabe contar história, volte aqui e releia o te escrevi. Combinado?

Eu, Elaine Cunha, saúdo o CONTADOR DE HISTÓRIAS que está dentro de você.

Boa diversão!

Por Elaine Cunha

Fonoaudióloga por Formação e Contadora de História por Amor @caminhandocontando

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