Entre Fraldas e Blush

Ser mãe nem é sempre ser super!

@blogvamosvamosconversar

Desdeque eu me entendo por gente, aqui na minha casa a figura femininaveio com um padrão mais ou menos assim: tem que ser independente,trabalhar fora, cuidar do filho, fazer tudo ao mesmo tempo – sim,ser um polvo, em cada tentáculo uma tarefa, -não pode “deixar apeteca cair“, pensar 200 coisas diferentes e, além disso, tem queexecutar com maestria, sem falhas.

Afinal somos mulheres,super heroínas, o “ser pensante” da casa, a que tem na cabeçatudo que acontece no seu lar, trabalho, escola do filho, etc. Calma,esqueci de incluir que precisa estar bonita, sorridente e prestativané porque mulher malcuidada é sinônimo de “relaxo”.

Cresciassim, incorporei isso como verdade, julguei quem não conseguiafazer tudo ao mesmo tempo e, confesso, que por algumas situações mesenti um cisne (ele faz tudo ao mesmo tempo, mas não faz nadadireito). Com a maternidade tinha que seguir assim.

OK,daí o ser humaninho chega ao seu lar, tudo é lindo, maravilhoso, umamor que não cabe no peito. Vem as palpiteiras te ensinar o“gerenciamento materno”. Oi? Como assim? O da casa delas ou oseu? 

Da noite para o dia você muda o papel e vestea camisa da “mãe”, ops “super mãe” que precisa incorporarmais funções nesse novo emprego como: amamentar, trocar fralda, darbanho, falar “nenenês”, identificar choro, brincar, cantar,fazer mamadeira, procurar promoções porque tudo acaba muito rápidoe haja dinheiro para suprir as necessidades, ah sim, preparar aspapinhas, somos chefs gourmets também. Viu só como o currículo évasto e não aparece no linkedin? Já te contaram sobre estesbastidores?

Pois é meus amigos, mas ninguém te fala quenem de sorrisos vive uma mãe, que esse uniforme não existe, o de“super mãe”, a Marvel ainda não criou essa super heroína.

Acriança te chama mil vezes ao dia, é “maeeee vem cá”, “maeeeque que você ta fazendo?”, “Mãeeee acabei o xixiiiiiiiiiii”,“Mae tive um pesadelo”, ou só “mãe” o dia inteiro semquerer falar nada, só pra ouvir o “Oi filha, estou aqui”.

Têmdias que eu penso “puta que pariu, não agüento mais!” “Senhor,daí-me paciência!” “Chama menos, por favor”.

Caramba,cada dia que isso acontece eu peço a Deus 10 minutos de silêncio emqualquer lugar para eu poder respirar, pensar em outra coisa que nãoseja maternidade, filho, marido e, ultimamente, nem ao banheiro euposso ir sozinha porque a Lígia vem atrás querendo me ajudar emtodas as funções, sim em tudo. Haja paciência. Quando alguémencontrar esse lugar me conta, ok?

Até nos dias de TPM,enxaqueca ou quando estou triste, não posso ficar no meu canto empaz. Isso desgasta. Te leva ao limite da sua calma, ás vezes perde acabeça e acaba gritando com o filho. Claro, quem nunca gritou?Lógico que não são todos os dias, mas toda mãe já “descompensou“ com o filho.

Com a vinda da Lígia entendi que opadrão da mulher não funciona bem assim. Pelo menos não serviumais aqui na minha casa. Joguei fora o padrão independente,incorporei o “tudo no seu tempo”. Se der deu senão, paciência.Descobri o meu tempo como mãe, esposa e da Carol, também com asamigas. Fui taxada como “lerda” em algumas ocasiões, mas não meabalei. Respondi que o tempo era meu e ia funcionar desse jeito.

Meunovo conselho: Vamos entender que por trás de uma mãe existe umamulher com qualidades e defeitos? Vamos “mães – amigas” julgarmenos aquela mãezinha que ainda não se adaptou com o filho e tudoacontece no tempo dela?Menos “como assim você ainda não conseguefazer isso ou aquilo?” “Como assim você fala para ela: Aqui emcasa eu dou conta de tudo, lavo, passo cozinho e ainda cuido dacriança”. Que bom pra você que é assim aí, parabéns! Porqueaqui na minha casa são as minhas regras e se eu demoro ou deixo paraoutro dia, o problema é meu.

Venham ajudar mais, eusempre digo: “minha casa, minhas regras. Não sou super nada, sou“MÃE” com orgulho, sem culpa.

PorCarol Gama (Blog Vamos Vamos Conversar)

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