Larguei o trabalho para ficar com meus filhos e fazer o que eu amo

Em 27.01.2018   Arquivado em MULHERES QUE EMPREENDEM

Oportunidade ou Renúncia? Nenhum, nem outro! Pedi contas do meu serviço porque eu acredito que precisamos ter um proposito, acreditar nele e segui-lo.

Eles crescem rápido

Filhos, eu fiz a escolha certa!

Não deixei meu serviço porque sou uma sortuda e tenho a oportunidade de estar em casa com meus filhos, ou porque apareceu outro trampo. E também não deixei meu serviço porque resolvi renunciar minha carreira para ficar com os meninos. E muito menos me demiti porque sou louca, insana ou coisa do tipo (acho que só um pouco). Eu sei que estamos em crise e eu não sou rica rs.

Foi uma soma de fatores que resultou nessa decisão. Eu vou contar tudo para vocês. Primeiro: Sim, quero ter mais tempo com os meninos e tempo com qualidade. Sim, quero voltar a cuidar das minhas redes sociais. E não, isso não dá dinheiro rs. Blog, instagram, youtube e todos os outro canais de comunicação dão dinheiro se forem grandes, ou de pessoas conhecidas, famosos, celebridades e assim vai. Mas eu amo escrever. Amo tirar foto. (E não sou profissional em nenhum) Se um dia eu ganhar dinheiro fazendo isso, ótimo. E não, nunca deixem que digam que não vale a pena acreditar em um sonho. Nunca, em tempo algum, deixem que sequer insinuem que você não é capaz de ser a melhor no que faz.

Quando eu entrei na faculdade eu li um texto do Pedro Bial que me intrigava e me fazia se perguntar todos os dias para onde eu queria ir.  Ou onde eu pretendia chegar, na época a resposta era obvia: Eu vou ser Engenheira, ganhar o mundo e ficar rica. Hahahahaha Eu esqueci que um dia eu ia ser dois e depois três e hoje finalmente sou quatro. E eu não sabia que não se deve planejar a vida toda. Se você tem um plano para vida toda, provavelmente ele não terá sucesso. Nossa vida é feita de fases e o correto é se planejar para cada uma. “Até a faculdade vou fazer isso…” “Até me casar vou fazer isso outro…” Até eu ter filhos vou comprar uma casa, um carro…” “Quando eu tiver filhos vou fazer isso…” “ Até as crianças irem para faculdade vou fazer uma poupança…” “Depois que as crianças saírem da faculdade vou ficar de boa…” “Depois que eu aposentar vou viajar pelo mundo…” E mesmo assim os projetos vão passar por adaptações ao longo do tempo. E projetos são diferentes de sonhos. Porque eu ainda sonho em ficar rica kkkkkkk

Mas voltando ao texto do Bial era o seguinte, em determinada parte do texto ele dizia:

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.”

Pensei: Bial é doido, eu sei muito bem o que quero!

Claro que isso mudou depois que o Davi Luiggi nasceu e o que eu realmente queria, era vê-lo crescer. O primeiro passo, a primeira palavra. E depois veio o Mateus Lucca e esse desejo aumentou. Meus projetos mudaram, mas meus valores se fortaleceram, porque nossos valores não mudam. Os meus sempre foram: Família e minha independência.

Família para mim é a base de tudo, se você tiver uma boa base você irá longe! E depois eu sempre, desde muito cedo entendi que a mulher precisava de um espaço no universo e que a mulher precisava se virar, nada de sexo frágil. Somos o sexo mais atraente, meigo, doce, intrigante. Menos o sexo mais frágil, bom, eu penso assim. Depois da maternidade tive certeza! E esse é o meu segundo valor, minha independência. Meio que um grito de liberdade. Ter meu dinheiro. Meus sonhos, meus desejos. E essa realmente sou eu! Prazer!

Tudo isso me fez retornar ao trabalho e agora me fez deixa-lo. Você precisa fazer algo que te traga felicidade e paz, apesar do cansaço. Sua realidade tem que andar de mãos dadas com todos os seus valores, se um se perde, já era. Você precisa fazer o que acredita. Você só terá sucesso se o que você faz é o que você ama.

Já faz um tempo que eu venho pensando em como usar meus talentos e paixões para ficar próxima dos meus filhos, porque ficar longe deles 12 horas por dia não fazia sentido nenhum. Foi um ano que eu perdi muito, criança se desenvolve muito rápido e quando você vê eles já falam, andam e fazem gracinha. Eu passei dias e noite pensando se realmente valia a pena estar com eles metade do tempo e o tempo que eu tinha estava exausta. Relutei em fazer algo que não fosse relacionado a minha formação. Mas hoje eu sei que posso ser o que eu quiser! Então serei: Mãe, Engenheira, Blogueira e Empreendedora. Nessa sequência! Porque conhecimento não se rouba e eu posso nunca mais exercer a função de engenheira, mas eu te garanto que morrerei Engenheira! Tenho orgulho desse título, mas ele perdeu o primeiro lugar quando eu li “POSITO” no beta HCG.

Tenho novos projetos que foram se encaixando desde o primeiro dia de 2018 e eu tenho certeza que Deus está sendo meu maior mentor. Confio que Ele não plantaria um desejo tão forte no meu coração que eu não pudesse cuidar. Vou ter mais tempo com os meninos, vou fazer o que amo muito, vou ensinar e aprender. Vou deixar aquela marca no universo que eu vim para deixar.

Em breve eu conto tudinho!

Beijos dessa Mãe que ama ser mãe e acredita que sonhos são sementes prontas para serem plantadas

Editado:

Nesse exato momento já estou cuidando das sementes que plantei, venham conhecer a minha loja de roupa infantil a FRABLU

Mãe que empreende – A gente erra, exagera, se perde. E depois resgata o eixo!

Em 14.10.2016   Arquivado em MATERNIDADE, MULHERES QUE EMPREENDEM

Oi lindas do meu coraçãozinho, vamos falar de filhos? Isso. Mãe que continua a vida com muita graça e maestria para ser a melhor mãe que poderia existir para seus filhos. Hoje trago mais uma daquelas historias lindas de mulheres que continuaram no mercado ou se relocaram de uma maneira estratégica para não sair de perto de suas crias.

Com vocês:empreendedorismomaterno7

 

Marianna Senderowicz

Olá, poderosas mamães! A convite da Jaque, esta semana apresento um pouco da minha vida de mãe que empreende, que não raro me irrita profundamente, e em outras muitas vezes me enche de orgulho e inspiração. Trabalhar em casa, com o filhote orbitando praticamente em tempo integral, é uma experiência enriquecedora e enlouquecedora, que me faz crescer a duras penas e certamente tem me trazido um jogo de cintura que vou aproveitar pra sempre.

Sou assessora de comunicação, com ênfase em marketing digital, e quando optei por manter o home office não imaginava a vidaloka em que estava me metendo. Sempre achei libertador esse sistema, até me dar conta que quando temos filho pequeno deixamos de coordenar nossas próprias rotinas. Hoje não durmo nem três horas seguidas por noite, muito de vez em quando consigo tomar um café ainda quente e sistematicamente preciso me esconder para fazer uma ligação, mas ao mesmo tempo me vejo uma pessoa mais dinâmica, ágil e flexível, capaz de se adaptar a mudanças com mais preparo do que antes. Virar mãe me deu mais empatia, mais habilidade em compreender os outros, o que se aplica desde uma alteração de layout até cobranças por resultados impossíveis, passando pelo relatório de última hora ou pelos chamados incessantes no Whats App.

Amo minha profissão, admiro meus clientes e sou super  grata às minhas sócias por comprarem essa briga comigo: sim, ficar no mercado e se manter mãe presente é uma luta difícil e que exige paciência. Eu, pelo menos, certamente dedico menos horas/dia ao profissional depois que o Ramiro nasceu, e tem dias que piso feio na bola pelo cansaço. Mas administrar um negócio e uma decisão de vida também tem um quê de maternar: a gente erra, exagera, se perde. E depois resgata o eixo e a superação, com uma força sei lá daonde, uma energia motivadora. E daí a gente cria, acha saídas, propõe ideias que fazem com que os outros nem lembrem que não dormimos a noite passada, que estamos sujas de baba ou que fizemos uma compra de fraldas pela internet em plena reunião. E quando a gente percebe, mais um ano aconteceu, e no próximo já é hora de escolinha, com horário fixo e tudo. O tempo voa, e nossos projetos também!

Marianna Senderowicz/Própria Comunicação
(51) 3207 7190/ 8550 1299
www.propriacom.com.br

 

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