Só Hoje!

Em 16.01.2017   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS

Ao extremo do meu cansaço! Queria ser a mulher maravilha, mas nos últimos dias não consigo acordar cedo, enquanto os meninos dormem, eu durmo.  E se eu acordo as 9:30 já sei que provavelmente irei para cama depois da 00:30 e ainda terei que acordar durante a noite para checar se está tudo ok.

Tento empreender quando eles dormem à tarde, mas tem casa para arruma, roupa para lavar, eu para banhar, brinquedo na casa inteira para guardar, marido que logo logo irá chegar do trabalho.

Tento ser boa esposa, mas estou sempre descabelada, hora cheiro leite, hora cheiro cebola. E às vezes não cheiro nada. Esposo chega não tem lanche na mesa, é um chora daqui, outro grita de lá. Fico brava, a rotina não ajuda, um bebê e uma criança adolescente que está descobrindo o mundo, quer saber o que é isso, e isso, e isso, isso, isso, isso… e é um an, ann? Quer saber tudo, repeti tudo, come a hora que quer, dorme a hora que quer, não quer saber de usar fralda descartável, mas faz xixi na casa toda, não gosta de usar calçado e lavar o cabelo é o inicio de uma guerra mundial por aqui.

Enquanto eu escrevo passa um filme na minha cabeça e me pergunto o que acho de tudo isso, a resposta é obvia: EU AMO. Mas estou muito cansada, meu corpo esta cansado, tenho a aparência de uma mulher de pelo menos 35 anos e ainda não completei 30. Sei que não sou a única e isso me consola, amanha será um novo dia e daqui alguns anos eu sei o quanto sentirei falta dessa correria, então, entendam: HOJE ESTOU CANSADA, não é uma reclamação da minha vida, não quero outra vida. Ninguém disse que seria fácil, cada mãe é única e amamos a existência dos nossos filho.  Portanto, só queria descansar um pouco, compreendo que não é possível agora, mas dividir isso com outras pessoas já alivia um monte!

Imagem The Bump

Love, J. <3

A MESMA MÃE, NOVOS PROJETOS!

Em 07.12.2016   Arquivado em LET'S GO JOINT, MATERNIDADE

A MESMA MÃE, NOVOS PROJETOS!

home-blog

Como tudo no mundo se transforma e eu, mesmo sendo mãe, ainda faço parte dessa geração que anseia por mudança e não aceita muito a mesmice. Quero começar 2017 com alguns propósitos e para que eles sejam fidelizados vou dividir com vocês essa nova saga.

Ser mulher atualmente já é um desafio muito grande, ser mãe aumenta o desafio e te faz ver a vida por outro ângulo. Hoje eu sou grata a Deus por estar vivendo essa fase e por ter esses próprios questionamentos sobre mim, minha carreira, meu casamento e a maternidade.

Confesso que 2016 foi um ano que metade do tempo eu deixei a vida me levar e agora isso está incomodado um pouco, alias, muito! Para mim, basta. Acredito que muitas de vocês também passem por isso. Fiz da maternidade minha zona de conforto e procastinei o ano todo com a justificativa mais fofa do mundo: Meus filhos.

Pensando nisso e fazendo um balanço rápido desse ano quero convidar as mamães que acreditam que para os filhos crescerem fortes e saudáveis é preciso acompanhar o desenvolvimento deles de perto e por isso decidiram deixar suas vidas meio em off por um tempo, a religarem esse botão! Somos mães sim, amamos nossos filhos sim, mas eles precisam de mulheres fortes e bem resolvidas, bonitas, cheirosas e que tenham vida própria. E não, não é egoísmo! VAMOS CUIDAR DELES E DE NÓS EM 2017. É um compromisso meu comigo mesma e quero que você se disponha a ir comigo nessa caminhada, até porque preciso de muito apoio rsrs.

Duas coisas eu não fiz em 2016 (cozinhar e cuidar da minha aparência) e queria muito fazer e todo dia eu falava que ia fazer e nunca fiz. Por isso, no próximo ano iremos ter duas parcerias lindas, mas ainda é segredo hahahaha, na hora certa vocês vão saber quem é!

Outros desejos para 2017 irei postando nas próximas semanas e já adianto que o meu maior desejo para o próximo ano é sair da minha ZONA DE CONFORTO e começar a produzir com qualidade e organização. Vou traçar algumas metas e irei dividir aqui assim que estiverem prontinha.

E que venha 2017.

Bjus

Love, J <3

@entrefraldaseblush

A Beleza da Maternidade e a Realidade de Ser Mãe!

Em 14.10.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE

Olá lindas do meu coração, saudades de vocês! Hoje quero falar sobre um assunto muito importante para todas nós! Eu proponho um bate-papo, depois me mandem suas perguntas e dúvidas, o que querem saber sobre maternidade para eu gravar o primeiro vídeo que terá o tema desse post. Acredito que a maternidade tem muito assunto e vai ser difícil esgotarmos tudo em um post, então fiquem a vontade para perguntar bastanteeeee!

1000k

Quero dividir um sentimento que eu tenho: A solidão de ser mãe!

Não me interpretem mal, eu sou a mãe mais feliz do mundo, mas me vejo sempre aos extremos. Primeiro porque moro longe de toda minha família, imagine: Não tem tia, vó, prima, primo, parente distante, cachorrinho de estimação, amigo de infância, irmão, irmã, pai, mãe, ninguém que more na minha cidade. Segundo porque meus filhotes são muito pequenos e não tenho como sair de casa sozinha, #DLuiggi ainda não conversa, só mamá e papá, bobó, cabecha, bola e pé rs, o marido trabalha dia todo, chega tarde e eu fico aqui conversando com meus botões e com vocês e sou muito grata por ter cada uma que me segue, por sempre ter alguma que converse comigo, já recebi mensagem no inbox da fanpage para não desistir em dias que eu queria ficar sozinha e não sei nem porque recebi esse tipo de mensagem e foi um up maravilhoso, obrigada #gratidão.

Mas imagino as mães que, diferente de mim, não tem um blog para colocar as ideias e dividir as dificuldades. A maternidade escrita nas redes sociais é muito linda, até eu que fico muito por aqui tem dias que piro, penso: Será que essas mulheres e essas famílias lindas, perfeitas, com crianças que comem e dormem bem todo dia, que estão sempre arrumadas, será que esse povo é de verdade? Já tive vontade de perguntar para uma mulher com mais de 5 filhos que sempre posta foto linda de todo mundo junto: Moça quantas babas você tem? Geeeente do céu, tenho dois filhos e por mais que eu organize a rotina deles, eles insistem em desorganizar a rotina da casa inteira, estamos sempre adiando o banho, tem criança com pé sujo dia todo, roupa amassada, casa bagunçada, pia cheia de louça, brinquedo na sala, na cozinha, nos quartos, no banheiro e mãe descabelada. Demoro quase um mês para conseguir postar uma foto minha decente rsrs, porque um dia consigo fazer unha, mas não consigo arrumar cabelo e vice-versa, claro que já me acostumei com essa correria. Não piro, sou muito tranquila, os meninos dormem e eu organizo a casa, posto uma foto, ligo para minha mãe, sento um pouco, guardo os brinquedos e fico na net tentando buscar textos bons que expressem o que estou sentido para dividir com vocês, quando estou inspirada eu escrevo!

Ah Jack, e você tem alguém que te ajude? Como você faz?

Hahahaah vou contar depois rs, mas a maternidade é sim bela e ser mãe é sim difícil. Para algumas em proporções diferentes mas sempre assim, bela e difícil. Eu me encontrei na maternidade, todas as minhas conquistas e descobertas são graças a ela!

….

Ser mãe é assim

alto

fundo

imaginem…

o mundo ganha cor depois dos filhos

Cada curvinha fofa

As gargalhadas sem fim

Descobertas que encantam

Vida que fica leve

Coração que bate fora do peito

Poucas horas de sono

Poucos banhos

Pouca comida

Pouco ir namora o papai

Pouco tempo

Poucas roupas

Muita roupa suja

Muita bagunça

Muita alegria

Muito riso

Muita fofura

Muitas cartinhas

Muito presente criativo

Muitos beijos melecados

Muitos abraços apertados

Mãozinhas pequenininhas

Pezinhos gorduchos

Amor sem fim

Assim é a maternidade para mim!

E para vocês?

Mandem suas perguntas, vou responder no vídeo que estou me organizando para gravar e nos post no instagram, me sigam lá e acompanhem o meu dia-a-dia com os meninos no stories AQUIIII conto tudinho lá.

Beijo no coração de vocês!

Love, J. <3

 

Mãe que empreende – A gente erra, exagera, se perde. E depois resgata o eixo!

Em 14.10.2016   Arquivado em MATERNIDADE, MULHERES QUE EMPREENDEM

Oi lindas do meu coraçãozinho, vamos falar de filhos? Isso. Mãe que continua a vida com muita graça e maestria para ser a melhor mãe que poderia existir para seus filhos. Hoje trago mais uma daquelas historias lindas de mulheres que continuaram no mercado ou se relocaram de uma maneira estratégica para não sair de perto de suas crias.

Com vocês:empreendedorismomaterno7

 

Marianna Senderowicz

Olá, poderosas mamães! A convite da Jaque, esta semana apresento um pouco da minha vida de mãe que empreende, que não raro me irrita profundamente, e em outras muitas vezes me enche de orgulho e inspiração. Trabalhar em casa, com o filhote orbitando praticamente em tempo integral, é uma experiência enriquecedora e enlouquecedora, que me faz crescer a duras penas e certamente tem me trazido um jogo de cintura que vou aproveitar pra sempre.

Sou assessora de comunicação, com ênfase em marketing digital, e quando optei por manter o home office não imaginava a vidaloka em que estava me metendo. Sempre achei libertador esse sistema, até me dar conta que quando temos filho pequeno deixamos de coordenar nossas próprias rotinas. Hoje não durmo nem três horas seguidas por noite, muito de vez em quando consigo tomar um café ainda quente e sistematicamente preciso me esconder para fazer uma ligação, mas ao mesmo tempo me vejo uma pessoa mais dinâmica, ágil e flexível, capaz de se adaptar a mudanças com mais preparo do que antes. Virar mãe me deu mais empatia, mais habilidade em compreender os outros, o que se aplica desde uma alteração de layout até cobranças por resultados impossíveis, passando pelo relatório de última hora ou pelos chamados incessantes no Whats App.

Amo minha profissão, admiro meus clientes e sou super  grata às minhas sócias por comprarem essa briga comigo: sim, ficar no mercado e se manter mãe presente é uma luta difícil e que exige paciência. Eu, pelo menos, certamente dedico menos horas/dia ao profissional depois que o Ramiro nasceu, e tem dias que piso feio na bola pelo cansaço. Mas administrar um negócio e uma decisão de vida também tem um quê de maternar: a gente erra, exagera, se perde. E depois resgata o eixo e a superação, com uma força sei lá daonde, uma energia motivadora. E daí a gente cria, acha saídas, propõe ideias que fazem com que os outros nem lembrem que não dormimos a noite passada, que estamos sujas de baba ou que fizemos uma compra de fraldas pela internet em plena reunião. E quando a gente percebe, mais um ano aconteceu, e no próximo já é hora de escolinha, com horário fixo e tudo. O tempo voa, e nossos projetos também!

Marianna Senderowicz/Própria Comunicação
(51) 3207 7190/ 8550 1299
www.propriacom.com.br

 

A Realidade da Maternidade

Em 24.09.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE

INCRI8Olá lindas do meu coração, já tem um tempo que não consigo escrever aqui no blog, quem me acompanha pelas redes sociais sabe da minha correria. Mas hoje eu vim conversar um pouco, até pensei em trazer alguma informação das que vocês sempre pedem, mas sei o quanto vocês são antenadas e estão por dentro dos assuntos maternos mais importantes disponíveis na internet. Resolvi falar um pouco de vida real, de viver a maternidade e de me desabafar também.

Desde segunda-feira estou sozinha com os meninos e confesso que no final da segunda-feira eu pensei que iria enlouquecer, dormi determinada a mudar todos os acontecimentos, não sou de me entregar, não acredito no impossível e sei que com Deus no controle das nossas vidas existem soluções para todas as situações. Muitas de vocês deixaram recadinhos me motivando e apoiando e contando historias parecidas com a minha… pensei: Se elas conseguiram eu também vou conseguir. E sou grata a cada uma que me mandou um beijo, abraço e disse que não era esse bicho de sete cabeças que eu imaginava.

Terça-feira minha sogra ficou um pouco comigo e eu consegui me organizar melhor, na quarta eu já havia conseguido colocar horário nas sonecas dos pequenos e na quinta, acreditem: O dia foi muito tranquilo, dormimos bem, comemos e parecia tudo perfeito rs. Mas como a vida real não é nenhuma periguete rsrs, ontem o Davi deu uma crise de ciumes, chorou o dia todo, fiquei inconsolada. Hoje ele acordou do mesmo jeito, pediu a vô e eu deixei ele na parte da manha na casa da minha sogra, meu sobrinho estava la e o Davi adora brincar com ele. Agora estão todos dormindo.

Mas o que quero contando um pouco da minha semana? Quero deixar claro que dias difíceis existem e que eles são muito intensos, mas que dias bons também chegam e que nessa vida de mãe que vivemos é preciso viver um dia de cada vez e não sofrer com o dia de amanhã. Outro ponto muito importante na maternidade é não se entregar e confiar em Deus, vejo tantas mulheres deprimidas, exaustas que se entregaram porque não acreditavam na mudança, porque não sabiam que nesse mesmo barco existiam inúmeras mulheres que viviam entre naufrágio e calmaria. Que deixaram a vida passar ao ver o filho fazer birra e não saber resolver a situação. Mulheres guerreiras mas solitárias que esqueceram de pedir ajudar por achar que conseguiriam sozinhas.

Hoje eu quero pedir ajuda, ajuda para outras mães, seja solidaria ao medo das outras, conte suas historias, convide para ir ate a pracinha. Indique um livro, chame para beber um vinho e ajude a correr atras das crianças. Mostre a maternidade real, conte que seu filho também fica algumas noites sem dormir, mas que ele dorme também. Conte que você já deu doce, refri e deixou ele correr descalço. Conte que a vida é de verdade e que a maioria das mães virtuais perfeitas não existem e são idealizadas por gente sem noção. Conte que criança cai e levanta, que criança faz birra, que criança da febre, que criança é gente como a gente, mas é pequenina e precisa de carinho e calma.

Ensine as mães cansadas de amamentar a noite inteira a dar uma mamadeira para descansar um pouco e conseguir cuidar com mais carinho do bebê no dia seguinte, explique que amamentar é Divino, mas que Deus deu sabedoria aos homens para ajudar nos momentos complicados.

Enfim, que eu e você possamos ajudar outras mulheres a serem mais leves, a acreditarem que amanhã vamos rir de tudo e que todas nós ou já passamos ou ainda iremos passar por momentos de estresse e que é preciso muita fé e simplicidade para continuar.

Adoro conversar com vocês, quero muito ajudar outras mães que são reais, assim como eu sou. Se tiverem alguma sugestão deixem nos comentários que vou ter o maior prazer de responder. Aproveitem para me seguir no instagram, lá é o lugar onde consigo deixar pelo menos um oi todo dia e vamos conseguir conversar melhor por lá.

Um abraço e muito obrigada por estarem sempre comigo, me acompanhando e desejando coisas boas para minha família.

Beijo no coração <3

Love, J. <3

créditos: imagem via The Bump

Depois de Ser Mãe: Profissão x Maternidade!

Em 16.05.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE

E um dia você acorda com a nostalgia de uma vida planejada.

E um dia você descobre que quando se nasce mulher os planejamentos precisam ser refeitos.

E um dia você percebe que ser mãe muda todos os planos iniciais.

Fonte: Internet

Fonte: Internet

 

Eu fui muito bem criada, vim de uma família entendida, onde homem e mulher têm papeis diferentes, mas possuem os mesmos direitos como ser humano.

Comecei estudar com 3 aninhos, participei de todos os eventos escolares até o final do Ensino Fundamental!

Dancei…

Atuei…

Desfilei…

Fui boa aluna!

Mudamos de cidade e fiz o Ensino Médio em outra cidade e me afastei um pouco dos eventos, era tímida!

Comecei a faculdade, aquilo lá era um sonho, cada degrau que eu subia todos os dias ate chegar à sala de aula me encantavam, eu amava o curso que fazia, tinha orgulho de mim por estar em uma Universidade Estadual. Não era a melhor aluna, tirei os primeiros zeros da minha vida e as primeiras lagrimas de fracasso também aconteceram ali. Eu amava meu curso, mas era tão difícil. Então aprendi a primeira lição: – Por mais que exista amor, desejo e dedicação, algumas vezes, você será reprovado. Só passa para próxima fase quem realmente é bom e querer não é o suficiente, precisa dar a vida!

Nunca mais tirei um zero, mas fiquei um ano a mais na faculdade por conta dos primeiros e com esses 365 dias eu aprendi outra lição: Se você errar, mesmo que se arrependa, irá ter que pagar por seu erro!

E os dias passaram, os sonhos e os projetos aumentaram, eu pensava estar madura, pronta. Formei! Queria trabalhar, era meu sonho! Eu tinha uma profissão e minha carreira era meu único universo e fui capaz de largar tudo para ir atrás do meu espaço nesse mercado de trabalho louco que vivemos. Eu era Engenheira, era tudo! Nada parecia difícil, já havia superado os zeros, os dias longe de casa, a ausência de uma alimentação saudável, as noites em claro, agora tudo era possível para mim – quanto engano! Exatamente nesse cenário eu tive outra lição: – Não sabemos de nada, não somos nada e ainda precisamos aprender muito!

Comecei a trabalhar, uau… Era tudo que eu sonhava, status… tinha meu dinheiro, morava em uma cidade pequena, era conhecida pelo meu titulo de Engenheira e não por quem eu realmente era, ninguém me conhecia de verdade. Mas em terra de cego quem tem um olho é rei, de fato, eu era!

A vida se tornou vazia e mesmo meus planos sendo grandes, em alguns momentos, planos e sonhos se chocavam. Eu sempre fui muito menina, mimada, doce, acreditava em Papai Noel e coelhinho da pascoa, ainda assistia todos os filmes da Bela adormecida, chorava rios de lagrimas assistindo os romances americanos. Tinha certeza que existia Príncipe Encantado e que a qualquer momento ele iria aparecer e me levar para um castelo e viveríamos o tão sonhado Felizes Para Sempre.

Um dia eu conheci um rapaz, gostei dele, era legal! Saímos, bebemos, dançamos, se divertimos! E era ali que a Vida Real começava e eu nem imaginava!!!

Quando o Davi nasceu à vida fez sentido, conheci o príncipe da minha vida, mas ele chorava pra caramba rs e me acordava duas vezes a noite porque estava com fome e eu não tinha tempo para tomar banho ou comer.  E como sempre nesses momentos tensos eu aprendi outra lição: O Príncipe Encantado existe, mas ele vai me roubar algumas noites de sono e mesmo assim morrerei de amor por ele todos os dias.

E todo dia eu aprendia uma lição, dia após dia… até eu aprender as lições que sei hoje:

Que o mundo realmente é tudo que eu sonhava, grandioso. Mas que você só conhece essa grandeza depois dos filhos.

Que compromisso serio é aquele que você tem com um bebê recém-nascido que precisa de você para comer de 3 em 3 horas.

Que os Títulos Universitários são gratificantes, mas nenhum Título se compara ao que você recebe com um resultado positivo de Beta HCG.

Que carreira não é um plano de vida, mas um trabalho. Plano de Vida é uma família unida e bem cuidada, é estar perto dos filhos!

Que grandes eventos são os que seu filho ou filha são a grande estrela.

Que sentido, na verdade, se chama filho.

Que maternidade é para sempre.

Que mãe é mãe, esposa, amiga, conselheira, dona de casa, enfermeira, psicóloga, nutricionista…

Que dormir é para os fracos.

Que a sociedade vai cobrar muito mais de você do que você imagina.

Que ser mãe é a melhor coisa que aconteceu na sua vida e que agora você precisa de um plano B.

Minha Família

Minha Família

Claro que hoje eu sinto a culpa de não exercer minha profissão, que dentro de mim existem dois seres que se debatem e eu busco todos os dias equilíbrio e uma solução para não estacionar e que ao mesmo tempo permita eu estar perto dos meus filhos. Hoje meu sonho é buscar meus filhos na escolinha quando eles começarem estudar. É acompanhar o desenvolvimento deles, a primeira palavra, a primeira birra, o primeiro tombo. Meu sonho é dar banho todo dia, escolher a roupinha deles saírem, ensinar o que é certo ou errado. Assistir os desenhos animados mais chatos do mundo, mas que eles adoram. Meu sonho é os ver acordarem todos os dias, é cuidar quando estiverem doentes…  E Carreira, que carreira? Engenheira? Que engenheira?

Não ei de abandonar meus 20 anos escolares! Mas agora irei mudar as estratégias rs!!!

Tempo com meus filhos… Esse é meu próximo projeto!

Love, J. <3

Como parei de trabalhar fora para ficar mais tempo com meu filho

Em 18.04.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE
Eu amo esse texto, sempre corro no Blog Antes que Eles cresçam para ler post cheio de vida real e muito amor, então resolvi repostar. Leiam e deixem suas opiniões!!!
Fonte: Imagem da Internet

Fonte: Imagem da Internet

Quando eu trabalhava fora, na redação de uma revista de uma grande editora, e passava rapidinho pra deixar meu filho na escola antes de começar aquelas jornadas de 10 ou 12 horas (que se estendiam pra 16 ou até 18 nos fechamentos), tinha muita inveja (é, inveja mesmo) das mães que podiam ficar na porta da escolinha por mais um tempo, olhando seus pequenos brincar, batendo um papo com a professora para saber o que estava rolando e depois passavam na hora do almoço para buscá-los. E nas reuniões de pais contavam como é que eles chegavam da escola, todos sujos de terra, ou com uma flor na mão ou coisa assim. Talvez elas também tivessem inveja de mim, que em vez de estar de chinelinhos e um rabo de cavalo, ia de salto alto, maquiada, com uma bolsa bonita, direto pro trabalho. Ia para alguma reunião chata, sem muito sentido, que me mandavam para cobrir um chefe que estava ocupado. Também tinha inveja de quando elas contavam que na hora de dormir os filhos tinham falado isso ou aquilo, enquanto eu, de novo, estava revisando algum texto pela terceira vez ou correndo pra escolher uma foto para ilustrar tal matéria. Mas eu pensava: não tenho outra escolha, se eu não estivesse aqui, trabalhando loucamente, não poderia pagar a escola, o supermercado, a viagem de férias. E eu seguia em frente.

Sei que o trabalho realiza, sustenta e dá sentido à vida. E eu sempre tive orgulho do meu. Mas, naquela época, enquanto meu filho tinha 4 ou 5 anos, não conseguia achar que tinha algo mais importante do que passar mais tempo com ele, acompanhar o dever de casa, deixar ele me fazer de gato e sapato nas brincadeiras, almoçar junto. Precisava e queria trabalhar, mas não naquele ritmo. Mas, como a gente bem sabe, as empresas brasileiras estão se lixando para a importância de se exercer a maternidade como se deve. E meu chefe facilmente me chamava para uma reunião às seis da tarde, mesmo sabendo que meu filho ia pra cama às sete. Eu ia sem pensar muito, afinal, o sustento da casa dependia de mim e meu filho idem. E eu seguia em frente.

Até que um dia uma psicóloga me falou uma coisa radical. Pode até ter sido uma provocação de sessões de terapia, daquelas que se faz para ver a reação, para ver se cola. Mas dessa vez colou. Ela disse: seu filho não é prioridade nem na sua vida, nem na do pai dele. Ele não é prioridade pra ninguém. E criança tem que ser prioridade na vida de ao menos um adulto. Como assim, se eu trabalhava para dar o melhor pra ele? Como assim, se eu passava dias enfurnada em um prédio pra garantir o futuro dele? Enfim, desse dia em diante, não consegui mais seguir em frente.

Comecei, então, a pensar no que faria para ter mais tempo com o Antonio. Tentei acordos no trabalho, de entrar mais tarde pra passar a manhã livre. Mas sempre tinha um projeto importante para fechar e vira e mexe acabava indo mais cedo. Ou estava tão cansada que acordava mais tarde. Depois combinei de ter um dia por mês livre, após os fechamentos que se prolongavam pela madrugada, mas meu pequeno estava tão estressado porque tinha ficado uma semana sem me ver que esses dias eram os piores, com choros, birras e muitas emoções à flor da pele. Fui tentando, tentando, até que me senti tão cansada que tive uma crise de stress. Parei de trabalhar por um tempo e, quando voltei, já não havia mais lugar para mim. Na empresa. Porque o tempo que eu tinha passado com meu filho durante a licença mostrou que tinha um lugar imenso a ser preenchido lá em casa. Tive outros convites de trabalho, mas já não tinha energia pra isso. Como fazer, então, para continuar o papel que a vida me obrigou – ou suplicou – para que eu desempenhasse? Percebi que dava pra viver com menos. Menos cobranças, menos stress, menos viagens de férias caras, menos sorvetes de R$ 10 a bola. Passávamos férias no sítio de algum amigo ou na casa da vovó, o que pro meu filho é o lugar melhor do mundo. Como jornalista (e acho mesmo essa profissão maravilhosa porque te coloca em contato com muita gente), acionei meus contatos, passei a fazer frilas e dar consultorias, no início. Logo de cara, ganhava metade do meu salário anterior. Mas já não tinha necessidade daqueles presentes que a gente se dá, dizendo “eu mereço, já que trabalho tanto”. Aqueles jantares caros, aquele sapato lindo, aquele vinho bacana pra você relaxar quando chega em casa, cansado, do trabalho. O meu “eu mereço” passou a ser, naquele primeiro momento, passear na praça com o Antonio, dormir mais cedo pra acordar na boa quando o despertador tocasse às seis da manhã, fazer um almoço gostoso em família, poder trazer um cachorrinho pra casa e deixar meu filho mais alegre. Vi que dava pra viver com pouco mais da metade do que eu ganhava antes. E nunca tínhamos vivido tão bem.

Eu já não precisava mais de babá também. E por isso pude economizar uma boa grana. Passei a fazer parte do trabalho doméstico, com a ajuda do Antonio, que eu fui educando pra não bagunçar tanto. Minha mãe vinha pra me ajudar quando eu tinha reunião ou um trabalho grande pra entregar. Renegociei o valor da pensão com meu ex-marido, já que agora seria eu a babá. De alguma maneira, eu confiava em algo acima e mais poderoso que eu. E essa ajuda veio em diversas formas, em todos os momentos que precisei. Não me preocupava mais em juntar dinheiro para comprar algo novo, mas em viver o presente. E o futuro foi tão bem que nem eu acreditava. Minha relação com o meu filho (e todas as minhas outras relações) mudou completamente. Se ele antes já não contava comigo para colocar pra dormir à noite, agora esperava ansiosamente a historinha e a oração na cama. Precisava de mim para a lição de casa e me esperava na porta da escola. Meu filho passou a me ver mais forte e mais inteira. Era assim que eu me sentia e, no primeiro Dia das Mães desse novo momento, meu presente foi um desenho inesquecível. Uma mulher com os cabelos cacheados (eu!) enfrentando um dragão com uma espada. Sem titubear. “Eu te amo, mamãe”. Estava escrito lá. Nunca tinha recebido nada assim. E nem preciso dizer o quanto chorei ao perceber que meu filho viu, ao jeito dele, a minha força em fazer exatamente o que minha natureza me mandava fazer. Sem a pressão da carreira, do carro novo ou da prestação da casa, que não são ordens da minha natureza, mas da natureza esquisita da sociedade em que vivemos, onde status e poder de consumo importam mais do que cuidar de uma criança e onde as mães não podem contar com quase nada para ajudá-las nessa tarefa tão essencial em nossos dias.

Por Fabi Corrêa

 

Obs.: Depois visitem o Blog Antes que Eles cresçam, vale a pena ler cada post!!!