Vida Profissional depois dos Filhos

Em 30.08.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE, MULHERES QUE EMPREENDEM

Olá lindas do meu coraçãozinho! Quero ter um papo cabeça com vocês, na verdade um desabafo do meu coração. Ser mãe trazem novas oportunidades de viver a vida diferente e faz do nosso mundo um lugar melhor.

Hoje quero falar com vocês sobre carreira, vida profissional depois da chegada dos filhos! Já falei sobre isso aqui, mas eu sei que, assim como eu, outras mulheres vivem esse mesmo drama na maternidade, e ficam se perguntando o que fazer depois da chegada dos filhos?

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Eu, no inicio, quis voltar a trabalhar, mas o mundo corporativo é muito taxativo sobre nossa realidade. Assim que minha licença-maternidade acabou, para ficar mais tempo com o petitico, tirei férias e quando finalmente voltei ao trabalho fui dispensada. A justificativa era um enxugamento no quadro de colaboradores e blá blá blá blá. Mas eu sabia, ser mulher tem um peso diferente e não questiono, sei que atualmente as empresas presam pelos resultados e buscam pessoas que estejam totalmente disponíveis para elas.

Depois desse episodio eu decidi ficar um tempo com Davi Luiggi e deixei a ideia de retornar a exercer minha profissão para um futuro próximo, mas logo engravidei do Mateus Lucca e esse projeto de voltar ao mercado de trabalho ficou mais distante.  O meu grande dilema é: O que fazer agora? Ser mãe é divino, magnifico, esplendido e eu realmente me encontrei na maternidade, mas continuo a ser mulher e ter uma identidade como ser humano é primordial, meus filhos vão crescer e eu não posso me perder. Descobri em um curso que fiz atualmente, que INDEPENDÊNCIA é um valor muito importante para mim, que sem ele eu não seria completa, claro que nem precisava do curso para eu saber isso, mas foi uma maneira de afirmar a importância desse valor no meu contexto de vida. Muitas mulheres vivem muito bem sob os cuidados do companheiro, não se incomodam de terem seus gastos custeados pelo esposo e vivem super bem, admiro, mas não consigo!

Estudei, fiz um curso de Engenharia, uma pós e um bom MBA porque a ideia de ter outra pessoa pagando o meu salão ou a sandália que uso me enlouquecia. Ter meu dinheiro era mais que importante, era essencial. Ao longo da vida nossas escolhas mudam, mas nossos valores continuam os mesmos e na maioria das vezes se eles não são correspondidos nos nossos relacionamentos, tanto profissional, quanto amorosos, entramos em desequilíbrio emocional e surtamos. Surtei!

O blog me ajuda há passar o tempo sem pirar muito, sem perder a cabeça, mas eu não preciso só escrever, preciso ganhar dinheiro, money, dimdim. Algo que eu possa chamar de meu, não tenho a pretensão de ganhar milhões, mas quero sim, o suficiente para não perder o meu maior valor!

Por isso, hoje quero apresentar para vocês meu espaço, um lugar onde eu sou consultora de uma marca maravilhosa, que eu já conheço há muito tempo e sempre usei seus produtos . Encontrei nessa possibilidade da CONSULTORA DIGITAL NATURA, uma oportunidade para não perder o meu maior valor e ainda continuar perto dos meus filhos.

A Natura hoje tem um modelo de franquia para mulheres que estão dispostas a empreender e ter seu próprio negocio com um investimento pequeno. O modelo de negocio é muito atrativo e se você tiver um pouco de dedicação, gostar de vender produtos e amar as redes sociais, já está apta para começar. Já fiz minhas primeiras vendas e sei que muitas virão, vou me empenhar muito e vou dividir com vocês todas as promoções e descontos que forem lançadas, conto com a ajuda de vocês para comprarem aqui no meu espaço todos aqueles produtos que vocês já conhecem e sabem que são de qualidade.  Prometo continuar trazendo conteúdo de qualidade e continuar escrevendo no blog por hobbie e amor em dividir todas as minhas experiências maternas.

Se você tiver também tiver interesse em adquirir a franquia e começar a trabalhar perto dos seus filhos, ter seu dinheirinho e independência financeira deixe seu email aqui nos comentários ou na fanpage que a Natura irá entrar em contato e te explicar direitinho todos os ganhos e vantagens em ser Consultora digital Natura, não se preocupe, é algo seguro, pesquisei muito antes de comprar e começar a vender. Se você gosta de trabalhar on-line e principalmente ajudar a melhorar a vida de outras pessoas, as suas chances são muito maiores. Em 2020 teremos 3 bilhões de pessoas a mais na internet, o que representa muitos consumidores para os seus produtos. Não deixe de dividir com o mundo o que você veio para dividir e, principalmente, não deixe ninguém te dizer que você não vai conseguir. Assim como foi possível para mim, vai ser possível para você também! Acreditem, as vantagens são inúmeras e eu como mulher acredito que todas merecemos ter nosso próprio dinheiro, faz bem para nossa autoestima, bem para nossos filhos, bem para nossos relacionamentos. Conte comigo!!!

Beijos!

Meu espaço: rede.natura.net/espaço/jackmedeiros

Snap: jackdluiggi

Instagram: @entrefraldaseblush

Fanpage: @entrefraldaseblush

Email: entrefraldaseblush@gmail.com

 

Love, J. <3

Depois de Ser Mãe: Profissão x Maternidade!

Em 16.05.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE

E um dia você acorda com a nostalgia de uma vida planejada.

E um dia você descobre que quando se nasce mulher os planejamentos precisam ser refeitos.

E um dia você percebe que ser mãe muda todos os planos iniciais.

Fonte: Internet

Fonte: Internet

 

Eu fui muito bem criada, vim de uma família entendida, onde homem e mulher têm papeis diferentes, mas possuem os mesmos direitos como ser humano.

Comecei estudar com 3 aninhos, participei de todos os eventos escolares até o final do Ensino Fundamental!

Dancei…

Atuei…

Desfilei…

Fui boa aluna!

Mudamos de cidade e fiz o Ensino Médio em outra cidade e me afastei um pouco dos eventos, era tímida!

Comecei a faculdade, aquilo lá era um sonho, cada degrau que eu subia todos os dias ate chegar à sala de aula me encantavam, eu amava o curso que fazia, tinha orgulho de mim por estar em uma Universidade Estadual. Não era a melhor aluna, tirei os primeiros zeros da minha vida e as primeiras lagrimas de fracasso também aconteceram ali. Eu amava meu curso, mas era tão difícil. Então aprendi a primeira lição: – Por mais que exista amor, desejo e dedicação, algumas vezes, você será reprovado. Só passa para próxima fase quem realmente é bom e querer não é o suficiente, precisa dar a vida!

Nunca mais tirei um zero, mas fiquei um ano a mais na faculdade por conta dos primeiros e com esses 365 dias eu aprendi outra lição: Se você errar, mesmo que se arrependa, irá ter que pagar por seu erro!

E os dias passaram, os sonhos e os projetos aumentaram, eu pensava estar madura, pronta. Formei! Queria trabalhar, era meu sonho! Eu tinha uma profissão e minha carreira era meu único universo e fui capaz de largar tudo para ir atrás do meu espaço nesse mercado de trabalho louco que vivemos. Eu era Engenheira, era tudo! Nada parecia difícil, já havia superado os zeros, os dias longe de casa, a ausência de uma alimentação saudável, as noites em claro, agora tudo era possível para mim – quanto engano! Exatamente nesse cenário eu tive outra lição: – Não sabemos de nada, não somos nada e ainda precisamos aprender muito!

Comecei a trabalhar, uau… Era tudo que eu sonhava, status… tinha meu dinheiro, morava em uma cidade pequena, era conhecida pelo meu titulo de Engenheira e não por quem eu realmente era, ninguém me conhecia de verdade. Mas em terra de cego quem tem um olho é rei, de fato, eu era!

A vida se tornou vazia e mesmo meus planos sendo grandes, em alguns momentos, planos e sonhos se chocavam. Eu sempre fui muito menina, mimada, doce, acreditava em Papai Noel e coelhinho da pascoa, ainda assistia todos os filmes da Bela adormecida, chorava rios de lagrimas assistindo os romances americanos. Tinha certeza que existia Príncipe Encantado e que a qualquer momento ele iria aparecer e me levar para um castelo e viveríamos o tão sonhado Felizes Para Sempre.

Um dia eu conheci um rapaz, gostei dele, era legal! Saímos, bebemos, dançamos, se divertimos! E era ali que a Vida Real começava e eu nem imaginava!!!

Quando o Davi nasceu à vida fez sentido, conheci o príncipe da minha vida, mas ele chorava pra caramba rs e me acordava duas vezes a noite porque estava com fome e eu não tinha tempo para tomar banho ou comer.  E como sempre nesses momentos tensos eu aprendi outra lição: O Príncipe Encantado existe, mas ele vai me roubar algumas noites de sono e mesmo assim morrerei de amor por ele todos os dias.

E todo dia eu aprendia uma lição, dia após dia… até eu aprender as lições que sei hoje:

Que o mundo realmente é tudo que eu sonhava, grandioso. Mas que você só conhece essa grandeza depois dos filhos.

Que compromisso serio é aquele que você tem com um bebê recém-nascido que precisa de você para comer de 3 em 3 horas.

Que os Títulos Universitários são gratificantes, mas nenhum Título se compara ao que você recebe com um resultado positivo de Beta HCG.

Que carreira não é um plano de vida, mas um trabalho. Plano de Vida é uma família unida e bem cuidada, é estar perto dos filhos!

Que grandes eventos são os que seu filho ou filha são a grande estrela.

Que sentido, na verdade, se chama filho.

Que maternidade é para sempre.

Que mãe é mãe, esposa, amiga, conselheira, dona de casa, enfermeira, psicóloga, nutricionista…

Que dormir é para os fracos.

Que a sociedade vai cobrar muito mais de você do que você imagina.

Que ser mãe é a melhor coisa que aconteceu na sua vida e que agora você precisa de um plano B.

Minha Família

Minha Família

Claro que hoje eu sinto a culpa de não exercer minha profissão, que dentro de mim existem dois seres que se debatem e eu busco todos os dias equilíbrio e uma solução para não estacionar e que ao mesmo tempo permita eu estar perto dos meus filhos. Hoje meu sonho é buscar meus filhos na escolinha quando eles começarem estudar. É acompanhar o desenvolvimento deles, a primeira palavra, a primeira birra, o primeiro tombo. Meu sonho é dar banho todo dia, escolher a roupinha deles saírem, ensinar o que é certo ou errado. Assistir os desenhos animados mais chatos do mundo, mas que eles adoram. Meu sonho é os ver acordarem todos os dias, é cuidar quando estiverem doentes…  E Carreira, que carreira? Engenheira? Que engenheira?

Não ei de abandonar meus 20 anos escolares! Mas agora irei mudar as estratégias rs!!!

Tempo com meus filhos… Esse é meu próximo projeto!

Love, J. <3

Como parei de trabalhar fora para ficar mais tempo com meu filho

Em 18.04.2016   Arquivado em CONFISSÕES MATERNAS, MATERNIDADE
Eu amo esse texto, sempre corro no Blog Antes que Eles cresçam para ler post cheio de vida real e muito amor, então resolvi repostar. Leiam e deixem suas opiniões!!!
Fonte: Imagem da Internet

Fonte: Imagem da Internet

Quando eu trabalhava fora, na redação de uma revista de uma grande editora, e passava rapidinho pra deixar meu filho na escola antes de começar aquelas jornadas de 10 ou 12 horas (que se estendiam pra 16 ou até 18 nos fechamentos), tinha muita inveja (é, inveja mesmo) das mães que podiam ficar na porta da escolinha por mais um tempo, olhando seus pequenos brincar, batendo um papo com a professora para saber o que estava rolando e depois passavam na hora do almoço para buscá-los. E nas reuniões de pais contavam como é que eles chegavam da escola, todos sujos de terra, ou com uma flor na mão ou coisa assim. Talvez elas também tivessem inveja de mim, que em vez de estar de chinelinhos e um rabo de cavalo, ia de salto alto, maquiada, com uma bolsa bonita, direto pro trabalho. Ia para alguma reunião chata, sem muito sentido, que me mandavam para cobrir um chefe que estava ocupado. Também tinha inveja de quando elas contavam que na hora de dormir os filhos tinham falado isso ou aquilo, enquanto eu, de novo, estava revisando algum texto pela terceira vez ou correndo pra escolher uma foto para ilustrar tal matéria. Mas eu pensava: não tenho outra escolha, se eu não estivesse aqui, trabalhando loucamente, não poderia pagar a escola, o supermercado, a viagem de férias. E eu seguia em frente.

Sei que o trabalho realiza, sustenta e dá sentido à vida. E eu sempre tive orgulho do meu. Mas, naquela época, enquanto meu filho tinha 4 ou 5 anos, não conseguia achar que tinha algo mais importante do que passar mais tempo com ele, acompanhar o dever de casa, deixar ele me fazer de gato e sapato nas brincadeiras, almoçar junto. Precisava e queria trabalhar, mas não naquele ritmo. Mas, como a gente bem sabe, as empresas brasileiras estão se lixando para a importância de se exercer a maternidade como se deve. E meu chefe facilmente me chamava para uma reunião às seis da tarde, mesmo sabendo que meu filho ia pra cama às sete. Eu ia sem pensar muito, afinal, o sustento da casa dependia de mim e meu filho idem. E eu seguia em frente.

Até que um dia uma psicóloga me falou uma coisa radical. Pode até ter sido uma provocação de sessões de terapia, daquelas que se faz para ver a reação, para ver se cola. Mas dessa vez colou. Ela disse: seu filho não é prioridade nem na sua vida, nem na do pai dele. Ele não é prioridade pra ninguém. E criança tem que ser prioridade na vida de ao menos um adulto. Como assim, se eu trabalhava para dar o melhor pra ele? Como assim, se eu passava dias enfurnada em um prédio pra garantir o futuro dele? Enfim, desse dia em diante, não consegui mais seguir em frente.

Comecei, então, a pensar no que faria para ter mais tempo com o Antonio. Tentei acordos no trabalho, de entrar mais tarde pra passar a manhã livre. Mas sempre tinha um projeto importante para fechar e vira e mexe acabava indo mais cedo. Ou estava tão cansada que acordava mais tarde. Depois combinei de ter um dia por mês livre, após os fechamentos que se prolongavam pela madrugada, mas meu pequeno estava tão estressado porque tinha ficado uma semana sem me ver que esses dias eram os piores, com choros, birras e muitas emoções à flor da pele. Fui tentando, tentando, até que me senti tão cansada que tive uma crise de stress. Parei de trabalhar por um tempo e, quando voltei, já não havia mais lugar para mim. Na empresa. Porque o tempo que eu tinha passado com meu filho durante a licença mostrou que tinha um lugar imenso a ser preenchido lá em casa. Tive outros convites de trabalho, mas já não tinha energia pra isso. Como fazer, então, para continuar o papel que a vida me obrigou – ou suplicou – para que eu desempenhasse? Percebi que dava pra viver com menos. Menos cobranças, menos stress, menos viagens de férias caras, menos sorvetes de R$ 10 a bola. Passávamos férias no sítio de algum amigo ou na casa da vovó, o que pro meu filho é o lugar melhor do mundo. Como jornalista (e acho mesmo essa profissão maravilhosa porque te coloca em contato com muita gente), acionei meus contatos, passei a fazer frilas e dar consultorias, no início. Logo de cara, ganhava metade do meu salário anterior. Mas já não tinha necessidade daqueles presentes que a gente se dá, dizendo “eu mereço, já que trabalho tanto”. Aqueles jantares caros, aquele sapato lindo, aquele vinho bacana pra você relaxar quando chega em casa, cansado, do trabalho. O meu “eu mereço” passou a ser, naquele primeiro momento, passear na praça com o Antonio, dormir mais cedo pra acordar na boa quando o despertador tocasse às seis da manhã, fazer um almoço gostoso em família, poder trazer um cachorrinho pra casa e deixar meu filho mais alegre. Vi que dava pra viver com pouco mais da metade do que eu ganhava antes. E nunca tínhamos vivido tão bem.

Eu já não precisava mais de babá também. E por isso pude economizar uma boa grana. Passei a fazer parte do trabalho doméstico, com a ajuda do Antonio, que eu fui educando pra não bagunçar tanto. Minha mãe vinha pra me ajudar quando eu tinha reunião ou um trabalho grande pra entregar. Renegociei o valor da pensão com meu ex-marido, já que agora seria eu a babá. De alguma maneira, eu confiava em algo acima e mais poderoso que eu. E essa ajuda veio em diversas formas, em todos os momentos que precisei. Não me preocupava mais em juntar dinheiro para comprar algo novo, mas em viver o presente. E o futuro foi tão bem que nem eu acreditava. Minha relação com o meu filho (e todas as minhas outras relações) mudou completamente. Se ele antes já não contava comigo para colocar pra dormir à noite, agora esperava ansiosamente a historinha e a oração na cama. Precisava de mim para a lição de casa e me esperava na porta da escola. Meu filho passou a me ver mais forte e mais inteira. Era assim que eu me sentia e, no primeiro Dia das Mães desse novo momento, meu presente foi um desenho inesquecível. Uma mulher com os cabelos cacheados (eu!) enfrentando um dragão com uma espada. Sem titubear. “Eu te amo, mamãe”. Estava escrito lá. Nunca tinha recebido nada assim. E nem preciso dizer o quanto chorei ao perceber que meu filho viu, ao jeito dele, a minha força em fazer exatamente o que minha natureza me mandava fazer. Sem a pressão da carreira, do carro novo ou da prestação da casa, que não são ordens da minha natureza, mas da natureza esquisita da sociedade em que vivemos, onde status e poder de consumo importam mais do que cuidar de uma criança e onde as mães não podem contar com quase nada para ajudá-las nessa tarefa tão essencial em nossos dias.

Por Fabi Corrêa

 

Obs.: Depois visitem o Blog Antes que Eles cresçam, vale a pena ler cada post!!!